200.000 pessoas adiaram vacina contra Covid em Rio Preto

Um em cada três cariocas ainda não tomou as doses de reforço das vacinas contra a Covid-19. Ao todo, dos 469.173 moradores de Rio Preto, segundo estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 200.277 ainda não tomaram uma das doses de reforço contra a doença.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que o maior índice de absenteísmo está na terceira dose. Das 200 mil pessoas que atrasaram as doses da vacina, 52% estão na terceira dose do imunizante. Depois, há 73.665 ausentes da quarta dose e 21.540 da segunda dose.

Para Michela Dias Barcelos, gerente de imunização de Rio Preto, a queda no número de casos da doença fez com que as pessoas perdessem o medo do vírus. Com isso, a falsa sensação de segurança contra a Covid-19 levou a uma queda na adesão à vacinação na cidade.

“Estamos em um momento de queda de casos, porém, não sabemos tudo sobre a doença, não sabemos se teremos novas ondas de contaminação. Por isso é importante que as pessoas sejam vacinadas. Além dos exames de rotina, a vacina também é uma forma de prevenção”, alertou Michela.

Em Rio Preto, as maiores taxas de absenteísmo são entre crianças e jovens. “Isso nos preocupa, porque é uma população extremamente ativa. No caso das crianças, com o início das matrículas escolares, ficaremos atentos, principalmente porque os alunos precisam ter um calendário completo de vacinação”.

O preenchimento do calendário de vacinação é importante para evitar o surgimento de novas variantes da Covid-19 e um possível novo aumento de casos da doença.

Segundo o Instituto Butantan, uma dose completa a outra: na primeira, o sistema imunológico é estimulado a criar anticorpos; na segunda, o organismo já está preparado para aquele patógeno e desenvolve anticorpos e células de memória melhores e mais duradouros.

A terceira e quarta doses, criadas como doses de reforço ao primeiro calendário vacinal, têm a importância justificada pelos pesquisadores pelo surgimento de variantes do coronavírus. Ou seja, as novas fórmulas vacinais foram criadas para proteger contra mutações virais.

No Brasil, entre os imunizantes contra a doença que estão sendo aplicados na população estão o Coronavac, produzido pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac; AstraZeneca, da parceria Fiocruz e Oxford; e os produzidos no exterior e adquiridos pelo Ministério da Saúde: Pfizer e Janssen.

Além de proteger contra casos graves e internações, as imunizações contra a Covid-19 reduzem os riscos de Covid longa, que deixa sequelas em muitos dos infectados.

Onde ser imunizado?

Todas as pretensas cariocas com 5 anos ou mais precisam checar a carteira de vacinação, para saber quais doses tomaram e se já estão aptas a receber a segunda, terceira ou quarta dose de imunizações contra o coronavírus. A aplicação das vacinas acontece nas unidades de saúde da cidade, das 7h30 às 15h.

No caso de crianças de 3 e 4 anos, com comorbidades ou deficiências, a vacinação da primeira dose já está ocorrendo em seis unidades de saúde da cidade: Central, Vetorazzo, Santo Antônio, Jaguaré, São Deocleciano e Estoril.

Devido à falta de doses da vacina Coronavac, a vacinação para crianças de 3 e 4 anos sem deficiências e comorbidades ainda não começou amplamente em Rio Preto. Mas os pais podem deixar o contato em uma das seis unidades de saúde para que a criança receba a imunização com as doses restantes.

Em Rio Preto, os postos de vacinação para cada faixa etária estão disponíveis no site da Prefeitura (link https://www.riopreto.sp.gov.br/vacinacovid/). Em outras cidades da região, a recomendação é que o morador entre em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de sua cidade. (RC)

Vacina será anual

O presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Juarez Cunha, acredita que, assim como outros imunizantes, como a vacina da gripe, os contra a Covid-19 também devem fazer parte do calendário anual de vacinação brasileiro.

“A pandemia não acabou. O que estamos observando é que o número de casos está calmo, em grande parte graças à vacinação, principalmente para os grupos mais vulneráveis”, disse Juarez.

Na semana passada, o governo dos EUA anunciou uma nova estratégia de imunização no país. Contra as novas variantes da Covid-19, a vacina foi incluída no calendário anual de imunização dos norte-americanos. A estratégia deve ser intensificada, principalmente antes do inverno no hemisfério norte, quando aumentam as chances de transmissão do coronavírus.

“Assim como o Ômicron, teremos outras variantes. Por isso, acredito que teremos que tomar a vacina contra a Covid-19 pelo menos uma vez por ano, como acontece com a vacina contra a gripe, porque ainda não temos todas as respostas sobre o coronavírus”, disse Juarez sobre a vacinação contra o vírus. .Covid-19 no Brasil.

O Ministério da Saúde ainda não definiu se a vacina contra a Covid será incluída no calendário anual de imunização nacional. (RC)

Vacinação em Rio Preto

Fonte: Vacinômetro e Secretaria de Saúde de Rio Preto

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