Dia Mundial do Coração: Cirurgias cardíacas dão às pessoas uma nova chance de vida

Entre as doenças mais prevalentes estão as arritmias, doenças coronárias (vasos cardíacos obstruídos) e insuficiência cardíaca. Todos os anos, 30.000 crianças nascem com algum tipo de anomalia cardíaca no Brasil. Patrícia Fonseca foi uma delas. Hoje, 37 anos e triatleta, ela teve que enfrentar uma verdadeira maratona antes de fazer um transplante de coração no Hcor.

A esportista nasceu com uma doença cardíaca e, à medida que crescia, percebeu suas limitações em brincar com outras crianças. Aos 14 anos, ela precisou de cirurgia. Aos 20 anos, ela teve uma crise de arritmia. Com a evolução das complicações, ela só teve uma chance de viver novamente: um transplante de coração. O presente chegou bem no seu aniversário de 30 anos.

“Quando entrei na fila do transplante, todas as cirurgias já haviam sido tentadas. Quando o novo coração chegou, minha vida foi totalmente transformada. Eu, que assistia educação física da arquibancada da escola, estava correndo um ano depois do transplante, depois de seis meses também nadava e, aos dois anos, me tornei o primeiro brasileiro transplantado de coração a participar da Olimpíada do transplante. Graças a essa cirurgia pude voltar a viver”, relata.

Para instrumentação Bela Grossi, 65 anos, o transplante não era uma possibilidade. Após anos com várias alterações cardíacas e mais de cinco tratamentos contra o câncer, a alternativa para devolver a qualidade de vida foi na implantação de um “coração artificial”, o aparelho HeartMate. “Tenho este aparelho há dois anos e me sinto ótimo. Sempre acreditei na minha recuperação e sabia que tudo ia ficar bem. Hoje estou aqui, como se fosse uma nova pessoa, para confirmar isso”, emociona-se.

“O ‘coração artificial’ pode ser usado em três ocasiões: como ‘ponte de transplante’, quando a pessoa implanta o dispositivo para ajudar o coração enquanto ainda não há órgão compatível para o transplante, como ‘terapia alvo’, quando não há não há indicação de transplante, ou como “ponte para a recuperação”, quando se tem causas potencialmente reversíveis como miocardite periparto, miocardite, rejeição de transplante cardíaco, para que haja tempo para o coração voltar ao seu estado normal”, explica o Dr. Salete Nacif, cardiologista do Hcor.

Um coração médio bate entre 70 e 80 vezes por minuto. O coração do piloto Marcelo Giarreta, de 22 anos, conhecido como ‘Juba’ no mundo automotivo, bateu apenas 45 vezes devido à chamada síndrome vasovagal. Caracteriza-se pelo desmaio causado pela diminuição da pressão arterial e da frequência cardíaca. Muitas vezes pode ser confundido com uma ligeira queda de pressão.

E para o piloto não foi diferente. Ele sempre lidou com hipotensão e, antes das corridas, tinha mais cuidado para não desmaiar ao volante. Porém, ao final de cada um, devido ao estresse, ele acabava tendo uma síncope. Em outros dois, ele até teve uma convulsão. Qualquer evento que fosse mais estressante ou fisicamente exigente, ou mesmo quando ele não comia há muito tempo, ele desmaiava. “Durante o Tilt Test, um exame para detectar síncope vasovagal, minha frequência cardíaca caiu para zero”, diz ele.

Ao realizar uma bateria de exames cardiológicos e neurológicos no Hcor, o marcapasso deixou de ser uma opção. Para voltar aos trilhos e voltar à vida com segurança, Marcelo passou por um tratamento chamado cardioneuroablação, desenvolvido especialmente para tratar pacientes com essa patologia. Durante o procedimento, o excesso de nervo vago é retirado, fazendo com que o coração não sofra mais com os reflexos causados ​​por ele. “Quando percebi que meu coração estava acelerado, ou seja, batendo no ritmo normal, e não me senti mal por isso, me senti imortal”, confessa Juba.

A cardioneuroablação, desenvolvida pelo Dr. José Carlos Pachón Mateos e sua equipe do Hcor, se espalhou amplamente pelo mundo, já sendo realizada nos maiores centros de arritmia. Entre 2015 e 2022, muitos países como Estados Unidos, Espanha, Bélgica, República Tcheca, Equador, Colômbia, Argentina enviaram médicos ao centro mundial de treinamento da instituição para treinar médicos para reproduzir a técnica. “A disseminação desse conhecimento é muito importante para melhorar a qualidade de vida desses pacientes, sem implante de marcapasso permanente, pois acomete muitos jovens. Só aqui no hospital já realizamos mais de mil desses procedimentos”, conclui o Dr. Thiene Pachón, médico assistente do Setor de Arritmias e Marcapassos do Hcor.

Sobre a Hcor

O Hcor atua em mais de 50 especialidades médicas, incluindo Cardiologia, Oncologia, Neurologia e Ortopedia, além de oferecer um centro próprio de Medicina Diagnóstica. Possui Acreditação por Comissão Conjunta Internacional (JCI) e diversas certificações nacionais e internacionais. Desde 2008, é sócio do Ministério da Saúde no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).

Instituição filantrópica, o Hcor iniciou suas atividades em 1976, apoiado pela centenária Associação Beneficente Síria. Além da abrangência assistencial, o hospital conta com um Instituto de Pesquisas reconhecido internacionalmente que coordena estudos clínicos multicêntricos com publicações nas mais prestigiadas revistas científicas. Também está à frente de um Instituto de Ensino, que capacita e atualiza anualmente milhares de profissionais e é certificado pelo Associação Americana do Coração.

Fonte: Ascom HCor

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