O Fórum Paulista de ONGs de Aids (Foaesp) acaba de completar 25 anos de existência, mais de duas décadas promovendo assistência, acolhendo e lutando por políticas públicas de inclusão para garantir os direitos das PVHA (Pessoas vivendo com HIV/AIDS). aids) em conjunto com suas afiliadas. Hoje o colegiado já reúne mais de uma centena de organizações que atuam na área de direitos humanos e HIV/AIDS.
Para comemorar em grande estilo, na tarde da última quinta-feira (20) em uma das salas do Hotel Gran Corona, localizado na República, região central de São Paulo, diferentes ativistas de diversas ONGs se reuniram para trazer à memória a história de luta, resiliência e muito trabalho da Foaesp e do Movimento Aids, além de debater as políticas que deram certo nas quatro décadas da epidemia de aids e traçar novas.
retrospectivo
A atividade mediada pelo atual presidente da Foaesp, Rodrigo Pinheiro, foi dividida em dois grandes blocos, o primeiro com Rubens Duda, fundador e primeiro presidente da entidade. Coube a Rubens relembrar os primeiros anos da Foaesp desde sua criação em 1997 e elogiar o trabalho humanizado realizado, “para mim o Fórum é marcado pela solidariedade e empatia”.
Ativismo na base
Ele acredita, de maneira especial, naqueles trabalhos realizados nas bases, por isso em um de seus discursos propôs uma retomada vigorosa do movimento de combate à AIDS nas ruas, também incentivou a autocrítica por parte do movimento minimizar as diferenças e divergências entre eles, inerentes a qualquer ser humano; ele entende que assim a luta pode ser cada vez mais promissora.
Em linha com o pensamento de Rubens Duda, o professor, ativista e membro do Mopaids, Eduardo Barbosa, lamentou que a participação social esteja diminuindo, o que garante que os poderes governantes, em todas as suas esferas, tirem a autonomia das ONGs ao referenciar projetos e leis referentes a as demandas da AIDS na forma como eles visam pessoalmente.
O professor aproveitou para destacar que São Paulo foi pioneira nas ações, lembrou que é o estado com maior concentração de ONGs de aids e também citou nomes importantes de aliados da causa que foram fundamentais na preposição e resolução.
Américo Nunes, ativista pelos direitos das pessoas soropositivas, empreendedor social e fundador do Instituto Vidda Nova, contou um pouco sobre sua trajetória como militante e sobre a descoberta de seu diagnóstico positivo para HIV que veio há mais de trinta anos.
Américo destacou a falta de sustentabilidade financeira que por um certo período foi perdida por muitas ONGs, mas que, com muitos elogios, o trabalho da Foaesp ajudou diretamente a recuperar.
Carla Diana, coordenadora da Apiv em Presidente Prudente e vice-presidente da Foaesp, também teve a oportunidade de falar no evento.
Carla falou sobre a dificuldade do interior de SP em fazer com que as pessoas entendam e apoiem a causa do HIV/AIDS.
Ela acredita que a forte influência política e religiosa no interior são algumas das causas que dispersam a população do trabalho social e da militância.
Formação de novos jovens activistas
Carla entende que é necessário e urgente formar novos líderes ativistas jovens e também provocou a ideia de fortalecer e executar a militância de base para avanços reais na agenda e garantia de um futuro melhor para as próximas gerações. Mas, segundo ela, isso só será possível se houver ação além do profissional, é preciso paixão pela causa. “O pequeno mosquito do ativismo precisa nos picar”, disse ela.
Resgate histórico do HIV
O segundo bloco do evento teve como foco a apresentação de Maria Clara Gianna, médica sanitarista e coordenadora adjunta do Programa Estadual de DST/Aids de SP. O médico foi pioneiro e um dos maiores nomes da medicina de vanguarda no enfrentamento clínico do HIV/AIDS em seus primeiros anos no Brasil e na luta contra o estigma e o preconceito.
A Dra. Maria Clara contribuiu com sua grande bagagem de conhecimentos e experiências como profissional de saúde pública e profissional atuante no SUS (Sistema Único de Saúde), e trouxe uma linha do tempo detalhada sobre todo o contexto histórico da epidemia de HIV/AIDS no Brasil, especialmente em São Paulo. , desde o primeiro caso registrado em 1980, até os dias atuais.
Desafios
Por fim, falou sobre as metas mais importantes para o próximo ano de 2023, destacando o combate à mortalidade de pessoas vivendo com AIDS e coinfecção TB/HIV; ampliação e fortalecimento no diagnóstico e tratamento da Tuberculose; HIV; HV e outras DSTs; eliminação da transmissão vertical de sífilis e HIV no estado de SP; ampliação do acesso às ações de prevenção e diagnóstico para além das populações-chave; incorporação de novos ARTs; revisão do PCDT (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas) ARV e PreP; implantação e ampliação do teste Igra nos serviços de IST/AIDS; fortalecimento do SUS/SUAS; e ostensivo aos prováveis cortes nos fundos de saúde.
Nascimento da Agência de AIDS
No panorama histórico, em 2003, surge a Agência de Notícias Aids, a primeira e única agência de notícias do país especializada na agenda da aids.
A jornalista, fundadora e diretora da Agência Aids, Roseli Tardelli, participou do evento de comemoração dos 25 anos da Foaesp e apresentou brevemente o trabalho realizado pela agência há quase vinte anos na divulgação de informações corretas sobre a doença.
Roseli destacou o trabalho que está sendo feito para produzir conteúdo para diferentes plataformas, por exemplo no TikTok da Agência Aids (@agencia.aids) lançado recentemente.
comemoração
A cerimônia terminou com muita festa com direito a um bolo de aniversário do Fórum.
Keren Morais (keren@agenciaaids.com.br)
dica de entrevista
Fórum de ONGs de AIDS em São Paulo (FOAESP)
Telefone: (11) 3334-0704
E-mail: forumongsp@forumaidssp.org.br
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