malhando trabalhando; cannabis contra Alzheimer; vapores e ataque cardíaco

Já pensou em malhar, queimar boas calorias, enquanto trabalha? E essa cerveja pode ser uma aliada contra a demência? O Giro da Saúde deste domingo está repleto de descobertas científicas na área da saúde, e você pode conferir tudo agora, bem rapidinho.




Foto: C. Morillo/Pexels; Informações do CBD/Unsplash; R. Macorol/Pexels/Canaltech

Se não houvesse respaldo científico, você provavelmente não acreditaria, mas, segundo pesquisas da Universidade de Houston, nos Estados Unidos, é possível ativar o metabolismo e queimar calorias enquanto trabalhamos. Um estudo sugere que um simples movimento da perna, que pode ser feito sentado na frente de um computador, desempenha essa função.

Apelidado de flexões sóleo (um músculo da panturrilha), o movimento deve ser feito da seguinte forma: Quando estiver sentado com os pés apoiados no chão e os músculos relaxados, simplesmente levante o calcanhar, deixando a frente do pé no lugar. Então, continue levantando e abaixando o calcanhar o máximo possível. É praticamente um daqueles exercícios de panturrilha que fazemos na academia.

“Quando ativado corretamente, o músculo sóleo pode elevar o metabolismo oxidativo local [onde ocorre a queima metabólitos, como açúcar e gorduras, através da quebra do oxigênio] em níveis altos por horas, não apenas minutos, e o faz usando uma mistura de combustível diferente”, diz Marc Hamilton, principal autor do estudo. O problema é justamente o tempo ideal para repetições do movimento: pelo menos 130 minutos. autores, embora longo, esse tempo é possível porque a atividade é de baixo impacto e não causa fadiga.

O propilenoglicol – composto químico que, quando contaminado com etilenoglicol, envenenou cães e levou muitos à morte nas últimas semanas – é usado em essências de cigarros eletrônicos para diluir a nicotina. O problema é que, apesar de estar presente em muitos alimentos industrializados, o propilenoglicol em vapes libera substâncias relacionadas a doenças cardiovasculares, como acetaldeído, tolueno, formaldeído e benzeno. Em outras palavras, aumenta o risco de infarto do miocárdio.

A afirmação é de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, e do Hospital Governamental Aruna Asaf Ali, na Índia. “Aqueles que usam cigarros eletrônicos são mais propensos a ter um infarto do miocárdio em comparação com aqueles que não usam cigarros eletrônicos”, afirmam os autores do estudo. Por outro lado, “o uso de cigarros eletrônicos está associado a metade do risco de infarto do miocárdio em comparação com o tabagismo tradicional”, acrescentam.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de New South Wales, na Austrália, se propôs a investigar os benefícios da cerveja no combate ao Alzheimer. E eles concluíram que beber pode de alguma forma reduzir o risco de demência, fornecendo alguma proteção contra o declínio cognitivo. Os pesquisadores analisaram dados de 25.000 participantes.

As pessoas que bebem o equivalente a duas canecas por dia são 38% menos propensas a desenvolver demência do que aquelas que não bebem. Uma redução acentuada também foi observada nos participantes que beberam mais cerveja, mas os especialistas envolvidos no estudo alertam contra o consumo excessivo de álcool.

As moscas domésticas estão por toda parte, e um estudo recente alerta para a presença desses insetos em cozinhas e refeitórios: o animal pode carregar vírus e bactérias, contaminando sua comida. Acontece que essas moscas têm um órgão no início de seus intestinos que armazena alimentos antes da digestão. Este órgão também é um ótimo lugar para micróbios e parasitas se esconderem. Assim, quando a mosca regurgita algumas enzimas digestivas (seu ato natural de liquefazer o alimento antes de ingeri-lo), é possível que também vomite vírus e bactérias.

Além disso, lembre-se de que as moscas adoram sujeira: elas pousam em animais mortos, fezes e lixo. Mais de 200 patógenos diferentes podem ser encontrados em moscas domésticas adultas, incluindo, além de bactérias e vírus, alguns tipos de vermes e fungos.

Resultados preliminares de um estudo realizado por pesquisadores de Foz do Iguaçu mostram que o óleo de cannabis, extraído e preparado com maior concentração de THC (tetrahidrocanabidiol), pode ser usado para tratar pacientes com doença de Alzheimer leve a moderada. A pesquisa, que ainda não foi publicada em revista científica, traz resultados positivos: o canabidiol ofereceu melhora ou estabilidade do quadro clínico que normalmente seria marcado por declínio neurológico e cognitivo.

Uma das voluntárias da pesquisa, Delci Ruver (7), diz que é uma pessoa diferente, pois esqueceu coisas básicas do dia a dia e não estava disposta a enfrentar a rotina. Com o tratamento, ele diz que está mais disposto e funcional.

“Estamos fazendo análise estatística dos dados, mas o que conseguimos avançar com esse trabalho é que os pacientes que usaram cannabis por seis meses estavam clinicamente estáveis”, explica a pesquisadora e farmacêutica Ana Carolina Ruver Martins, que é neta de Delci.

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