Outubro Verde alerta para prevenção e diagnóstico da sífilis congênita — Portal Distrital de Políticas


Por Catarina Loyola

A campanha Outubro Verde, realizada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), tem como objetivo divulgar a importância da prevenção, diagnóstico e controle da sífilis congênita, condição em que a mãe com sífilis não tratada ou tratada inadequadamente transmite a doença bactérias para o feto durante o parto ou gravidez.

A transmissão vertical – entre mãe e bebê – pode ser evitada com a realização de exames pré-natais para sífilis. A recomendação é que a mulher seja testada no primeiro e terceiro trimestre de gestação, no momento do parto ou em casos de aborto e exposições de risco.

Publicidade

“Sendo o teste positivo em qualquer momento do pré-natal, inicia-se o tratamento da doença, diminuindo absurdamente a chance de transmissão vertical. Também é exigida uma parceria sexual, ou parcerias, para testagem e tratamento para evitar a reinfecção da gestante”, diz Daniela Magalhães, técnica da Gerência de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).

Os exames para detecção da sífilis estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) (Busca Saúde DF UBS – Infosaúde) e no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) da Rodoviária do Plano Piloto.

O tratamento de uma gestante costuma ser a administração de três doses de antibióticos por três semanas, dependendo da situação. Intervalos mais longos entre as aplicações podem prejudicar a eficácia do medicamento.

O recém-nascido diagnosticado com a condição permanece internado por 10 dias para promover tratamento com penicilina cristalina ou procaína. Após o período, ele recebe alta e é acompanhado pela Atenção Primária à Saúde ou por ambulatórios de infectologia por mais 24 meses. Com o descarte da infecção, a criança é liberada.

Segundo Magalhães, a maioria dos bebês com sífilis congênita não apresenta sintomas ao nascer, por isso, são realizadas análises do histórico clínico e epidemiológico da mãe, exame físico da criança e resultados de exames, incluindo exames radiológicos e laboratoriais, para identificação da bactéria.

O tratamento inadequado da sífilis congênita, causado por má administração ou falta de medicação, pode causar graves complicações ao desenvolvimento neurológico e ósseo da criança, além de cegueira, surdez e outros problemas de saúde. Há também o risco de aborto espontâneo, parto prematuro, malformação fetal e/ou morte ao nascer.

O exame é rápido e, em menos de 30 minutos, o cidadão fica sabendo do resultado e, se positivo, pode iniciar o tratamento da doença.

Prevenção

Entre 2017 e 2021, foram registrados 1.645 casos de sífilis congênita no Distrito Federal. Em 2017, foram 279; em 2018, 390; em 2019, 364; em 2020, 275; e em 2021, 337.

Como explica Magalhães, a queda do número de casos em 2020 e o consequente aumento em 2021 podem ser atribuídos especulativamente ao novo coronavírus.

“Acreditamos que foi efeito da própria pandemia, em que muitas mulheres não tiveram acesso ao pré-natal e ficaram sem o diagnóstico da doença, causando queda na identificação de casos”, diz.

Ela ressalta ainda que, por se tratar de uma doença curável com tratamento gratuito, é de extrema importância que as pessoas procurem o teste, evitando assim novos casos. “Uma pessoa que tem vida sexual ativa, e principalmente aquela que não usa nenhum método de barreira, deve saber que está sujeita à sífilis e que precisa buscar o teste. Se for positivo, não é o fim do mundo, tem tratamento, tem cura. Quanto mais cedo for diagnosticado e tratado, mais rápido o problema será resolvido”, completa.

Os exames para detecção da sífilis estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) (Busca Saúde DF UBS – Infosaúde) e no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) da Rodoviária do Plano Piloto. O exame é rápido e, em menos de 30 minutos, o cidadão fica sabendo do resultado e, se positivo, pode iniciar o tratamento da doença.

Campanha

Segundo Magalhães, o Brasil é signatário de um compromisso internacional para eliminar a doença em seu território e trabalha para atingir as metas de redução. “A Organização Mundial da Saúde estabelece a meta de reduzir a sífilis para menos de um caso para cada nascido vivo. Hoje, nosso coeficiente no Distrito Federal é de 8,99 casos para cada 1.000 nascidos vivos e estamos trabalhando para reduzir ainda mais esse índice”, afirma.

Com esse objetivo, a Secretaria de Saúde realizará no dia 26 de outubro o 1º Fórum de Monitoramento do Plano Integrado de Prevenção, Vigilância e Controle da Sífilis – 2021 a 2024, em parceria com o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde. O evento será fechado para representantes e gestores das sete regiões de saúde do DF.


Política distrital nas mídias sociais? Curta e siga em:

Youtube | Instagram | Facebook | Twitter

Be the first to comment

Leave a Reply

Your email address will not be published.


*